Rostos degradados, melancolia, solidão.
Cenários devastados, a guerra, tensão.
Sentimentos misturados, ódio, paixão.
Ritmo compassado, suor, pulsação.
Amor dilacerado, esperança, ilusão.
Nós dois, o mesmo quarto, alucinação.
Registros de momento, um quadro, negação.
Tempo corre desvairado, decepção.
Pelas ruas ando armado, proteção.
Melodia em tom menor, escuridão.
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14 de dezembro de 2010
4 de agosto de 2010
Introspect (parte 3)
Abre as janelas dessa casa que te enclausura. Abre a porta, corre pra rua e pega chuva. Permita-se, liberte-se. Já passou da hora de ver de novo a luz do sol.
O corpo suplicando liberdade, enquanto você renega o prazer. A loucura de viver; laissez-faire.
Não deixe a festa acabar antes do fim, nem abaixe o volume da música só porque incomoda os outros. Prefira sempre ser como você é, ainda que tenha de pagar um preço alto por isso.
Subverta, não se renda. E aceite de uma vez por todas que nada é capaz de te deter quando o mundo é pequeno demais pra nos caber.
O corpo suplicando liberdade, enquanto você renega o prazer. A loucura de viver; laissez-faire.
Não deixe a festa acabar antes do fim, nem abaixe o volume da música só porque incomoda os outros. Prefira sempre ser como você é, ainda que tenha de pagar um preço alto por isso.
Subverta, não se renda. E aceite de uma vez por todas que nada é capaz de te deter quando o mundo é pequeno demais pra nos caber.
5 de julho de 2010
Turvo

Já faz um tempo que não posto nada no blog, para a fúria do meu querido Orlando, mas vou deixar uma poesia que fiz numa dessas madrugadas nas quais o sono acaba substituído por versos e cafeína. O nome é "Turvo" e o tema do poema é a insegurança e o medo. Espero que gostem.
Turvo
Manequim etéreo que dança em desgraça
Dono do mal e da razão, ele não disfarça
Quandos seus braços agarram os meus
E me afogam, lembrando que sou plebeu
Luzes turvas enganam o pobre moribundo
Que agoniza nas águas e deixa o mundo
Sem jamais ter alcançado a superfície
Ele sonha com ar, mas nunca respirou
A vida toda, só aprendeu a polir corações
E a cada dia de sua existência detestável
Viu que a dor é a gravidade das emoções
Constante e onipresente, inexplicável
Dor de quem é e não é
Que foi sem ter sido
Amado e esquecido
Viveu pé ante pé
25 de maio de 2010
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